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  • Anastácia Ottoni

IT: Capítulo 2 é um trem-fantasma e isso não é ruim

Atualizado: 8 de Set de 2019

Vinte e sete anos depois dos eventos que chocaram os adolescentes que faziam parte do Clube dos Perdedores, os amigos realizam uma reunião em Derry. No entanto, o reencontro se torna uma verdadeira e sangrenta batalha quando Pennywise, o palhaço, retorna.

RESENHA SEM SPOILERS!


Um amigo do twitter (oi Marcelo!) fez um fio para relembrar o primeiro filme de IT e conseguiu defini-lo da melhor forma possível: um trem-fantasma. Concordei com força, mas de um jeito muito positivo; O que queremos quando entramos nessa atração num parque de diversões? Levar sustos, ver o que não vemos todos os dias, pular da cadeira e, principalmente, rir - rir porque sabemos que no final, tudo aquilo não passa de fantoches e sangue de groselha.



IT: Capítulo 2 mantém a linha trem-fantasma, fiel (em partes) ao livro de King, onde 27 anos depois do primeiro filme, o palhaço Pennywise retorna mais forte do que nunca. Assustar crianças é fácil, certo? Mas como assustar adultos? Com isto em mente, Pennywise precisa atingir de forma certeira nos traumas dos protagonistas que enfrentam jornadas solitárias no decorrer da trama.


Por se tratar de uma resenha sem spoilers, não vou me aprofundar no que achei problemático como cena de abertura e três sub-plots que se mostraram completamente desnecessários, mas pretendo abordar esses temas no futuro, além de certos personagens simplesmente não viverem no ano em que se passa o filme - e sim no ano em que o livro foi lançado (a mentalidade precisava sim ter sido atualizada).


Tal qual um trem-fantasma que sabe exatamente como fazer você querer pular da cadeira ou desviar o olhar, IT 2 consegue transformar o banal em cenas angustiantes que me fizeram questionar se eles teriam bebido da mesma fonte de Junji Ito para certos fragmentos de horror. Mas veja bem, não estou dizendo que IT é incrível e que veio para mudar nossa percepção do que é terror, não! E nem precisa ser tudo isso, é um baita filme divertido para quem curte o gênero então senta e aproveita o banho de sangue, certo?



A duração do filme atrapalha (2h 49min) e Pennywise vai perdendo a graça, mas não o aspecto horripilante; é que chega um momento em que você simplesmente se acostuma. A cidade de Derry ganha força e age como uma entidade infectada pelo palhaço - o que sai como um saldo positivo visto que enquanto o Clube dos Perdedores se questionam se o que estão vendo é real, nós, espectadores somos colocados na mesma posição - porque é muita coisa doida acontecendo sem parar (SÉRIO).


A escolha do elenco adulto foi um match perfeito. Preciso parabenizar em especial os atores Bill Harder (Ritchie) e James Ransone (Eddie) que conseguiram levar adiante todos os trejeitos dos atores que interpretaram suas versões mirins. Aliás, Ritchie e Eddie são personagens divertidíssimos (e problemáticos) que mostram que rir de nervoso é mais comum do que a gente pensa.


Se precisasse dar uma nota, seria 7.5, porque independente de sub-plots mal aproveitados e cenas desnecessárias, não quis sair do cinema em nenhum momento - pelo contrário - queria saber até que ponto eles teriam a ousadia de explorar as formas de IT.



Data de lançamento: 5 de setembro de 2019 (Brasil)

Direção: Andy Muschietti

Adaptação de: It

Música composta por: Benjamin Wallfisch

Roteiro: Gary Dauberman

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